O Pós-Tribulacionismo entende o arrebatamento e a Segunda Vinda como um único evento, ao final da Grande Tribulação: a Igreja permanece na terra durante todo o período, sofrendo sob o Anticristo; ocorrem sinais cósmicos logo após a tribulação; Jesus desce visivelmente, os mortos ressuscitam e os vivos são transformados, subindo para encontrá-lo nos ares e, no mesmo movimento, retornando com Ele à terra: o chamado "bate e volta"; e o Milênio tem início após a derrota dos inimigos de Cristo. Seu argumento-âncora é Mateus 24:29-31, onde o ajuntamento dos eleitos ocorre "logo em seguida à tribulação daqueles dias", e 2 Tessalonicenses 2:1-3, que liga a nossa reunião com Cristo à prévia manifestação do Anticristo.
O Pré-Tribulacionismo, a nossa posição, entende o retorno de Cristo em duas fases, separadas por um intervalo de sete anos: o Arrebatamento da Igreja, evento iminente e sem sinais prévios; a remoção do "Restritor": o Espírito Santo, agindo através da Igreja, deixa de conter a manifestação plena do mal; o início da Tribulação, a 70ª Semana de Daniel; a atuação do Anticristo e os juízos dos selos, trombetas e taças; e, ao final dos sete anos, a Segunda Vinda visível de Cristo à terra e o início do Milênio. Seus argumentos-chave: a Igreja não foi destinada à ira (1 Ts 1:10; 5:9); a promessa de ser guardada "da" hora da provação (Ap 3:10); e a ausência da palavra "igreja" nos capítulos de Apocalipse que descrevem a Tribulação (caps. 4-18).
