Versículos 3–4 · O Propósito

Contendei pela Fé

Judas tinha outra carta em mente. A ameaça que se infiltrara entre os irmãos o forçou a trocar de assunto, e a convocar a igreja para a defesa.

Amados, procurando eu escrever-vos com toda a diligência sobre a salvação comum, tive por necessidade escrever-vos e exortar-vos a batalhardes pela fé que uma vez foi dada aos santos.

Judas 3

A carta que mudou de rumo

Do que era doce, ao que era urgente.

O que Judas pretendia

Escrever com alegria sobre a salvação que temos em comum.

O que se tornou preciso

Exortar a batalhar pela fé que uma vez por todas foi entregue.

Uma fé já entregue

«Uma vez por todas dada aos santos.»

A fé não é uma invenção contínua, mas um depósito recebido. Judas a descreve como algo uma vez dada, completa, fechada, confiada à igreja para ser guardada, não reescrita.

Por isso o verbo é militar: batalhar. Não se trata de hostilidade, mas de fidelidade, o cuidado de quem vigia um tesouro que não criou e não tem o direito de alterar.

O perigo nomeado

Porque se introduziram alguns que já antes estavam destinados para este juízo: homens ímpios, que convertem em libertinagem a graça de nosso Deus e negam a Cristo, o único Soberano e Senhor.

Judas 4

Por dentro

Eles se infiltraram

O perigo não veio de fora, com bandeiras inimigas, mas de dentro, despercebido, entre os irmãos, à mesa do amor.

A graça torcida

Liberdade em libertinagem

Transformavam a graça em pretexto para o pecado, como se o perdão fosse permissão. O dom é distorcido em desculpa.