Quando o Cristo ressuscitado caminhou com os discípulos a caminho de Emaús, não apelou primeiro às suas chagas, mas às Escrituras: "começando por Moisés, e por todos os profetas, explicava-lhes o que dele se achava em todas as Escrituras" (Lucas 24:27). A morte e a ressurreição de Jesus não irromperam na história como surpresa, mas como cumprimento. O Antigo Testamento é a longa véspera de uma só manhã.
Três oráculos, escritos por mãos e em séculos distintos, formam a coluna profética que sustenta este estudo. O Salmo 16 promete que o Santo não verá corrupção. O Salmo 22 coloca nos lábios do Justo o grito do abandono e o cântico do triunfo. E Isaías, no quarto Cântico do Servo, descreve com precisão de testemunha ocular um homem ferido pelas nossas transgressões, escrito sete séculos antes do Calvário.